4–7 de agosto de 2026
Buenos Aires
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O ENSINO REMOTO NA PANDEMIA DE COVID-19: PERSPECTIVA DE UNIVERSITÁRIOS COM DEFICIÊNCIA

No programado
20m
Buenos Aires

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Descripción

A pandemia de covid-19 causou impactos em várias áreas, incluindo a educação. Dada a necessidade de continuar com as atividades acadêmicas, as universidades adotaram o ensino remoto emergencial, cuja implementação representou em desafios para universidades, discentes e docentes. A passagem brusca do ensino presencial ao remoto exigiu dos alunos uma adaptação imediata, gerando impactos sociais, psicológicos, econômicos e cognitivos. Ao se inserir na universidade, o estudante, de modo geral, já enfrenta muitas diversidades, sendo estas ainda maiores para aqueles tradicionalmente vulneráveis, incluindo a pessoa com deficiência. Diante desse contexto, este estudo é relevante para os meios acadêmico e social, à medida que pode ser referência para o aprimoramento do processo de aprendizagem, bem como para o fortalecimento da inclusão e acessibilidade dos estudantes em situação de vulnerabilidade. Este estudo tem como objetivo compreender de que forma os estudantes com deficiência, dos cursos de Bacharelados Interdisciplinares, experienciaram o ensino remoto. Trata-se de um recorte da pesquisa descritiva e exploratória, de natureza qualitativa, sobre o ensino remoto na pandemia, realizada com cinco discentes dos quatro bacharelados interdisciplinares (Humanidades, Saúde; Artes, Ciências e Tecnologia) da Universidade Federal da Bahia, no Brasil, abarcando suas opiniões, sentimentos e atitudes. A produção dos dados ocorreu no período de março a novembro de 2024, de forma presencial e/ou virtual, conforme a disponibilidade dos participantes. Para a produção virtual utilizou-se as ferramentas do Google Forms e Google Meet. No primeiro momento, aplicou-se um questionário semiestruturado contendo perguntas sociodemográficas, além de questões sobre a vivência do ensino remoto; em um segundo momento, a entrevista. Cinco estudantes participaram do estudo, respondendo ao questionário. Contudo, destes, apenas uma estudante participou da entrevista. Os dados produzidos foram organizados no editor de texto do software Word e no editor de planilhas do software Excel da Microsoft®. Os dados foram analisados com base nas Técnicas de Análise de Conteúdo de Bardin. Em relação aos resultados da pesquisa, foi possível perceber que todos esses cinco participantes manifestaram satisfação com o ensino remoto, demonstrando que o formato gerou flexibilidade, acessibilidade, garantia de proteção contra o vírus, resiliência e evolução enquanto estudante, ser humano e profissional. Três estudantes não relataram dificuldades com o ensino remoto, enquanto que um destacou falha na conexão com a internet e outro trouxe uma dificuldade de acesso aos docentes e considerou que os materiais estavam sem a devida adaptação. Como sugestões de melhoramento, esses estudantes pontuaram a qualidade da internet dos professores, menos aulas expositivas, uso de plataformas e adoção de recursos que atendam às necessidades dos alunos com deficiência visual, além de preparação dos professores com vistas ao atendimento desse público. Os resultados desta pesquisa refletem que, mesmo em condição de vulnerabilidade, os estudantes consideraram satisfatória a experiência com o ensino remoto, oportunizando a continuidade das atividades acadêmicas. Contudo, ainda é necessário que a universidade, a partir das dificuldades enfrentadas por esses estudantes, elabore e implemente estratégias que venham a favorecer o aprendizado de modo acessível e inclusivo

Palabras clave:

ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS, PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, ENSINO REMOTO, COVID-19, ACESSIBILIDADE

Autor

LUCIANA DE OLIVEIRA ALVES BASTOS AMORIM (UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA, Brasil)

Coautores

Dr. ENIEL DO ESPÍRITO SANTO (UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA, Brasil) Dr. MARIA THEREZA ÁVILA DANTAS COELHO (UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA, Brasil)

Materiales de la presentación