4–7 de agosto de 2026
Buenos Aires
America/Argentina/Buenos_Aires zona horaria

ENSINO DE FILOSOFIA E ACESSO AO ENSINO SUPERIOR: EXPERIÊNCIAS, TRAJETÓRIAS E HUMANIZAÇÃO

No programado
20m
Buenos Aires

Buenos Aires

Estudiantes universitarios: participación política, experiencias y trayectorias académicas, inserción laboral

Descripción

Este trabalho parte da minha experiência como professora de Filosofia no Ensino Médio da rede pública estadual para refletir sobre as relações entre ensino de filosofia, pedagogia performativa, experiências estudantis e acesso ao ensino superior, considerando as desigualdades como elemento estruturante das trajetórias juvenis. A investigação nasce das vivências cotidianas em sala de aula, marcadas por silêncios, angústias, expectativas e incertezas que atravessam os estudantes no momento de construção de seus projetos de vida, especialmente no que se refere à continuidade dos estudos. Nesse contexto, compreendo o Ensino Médio como etapa decisiva na produção de sentidos sobre o futuro e na possibilidade concreta de ingresso no ensino superior, sendo atravessado por fatores sociais, emocionais e institucionais que condicionam essas trajetórias. A partir disso, busco analisar de que modo o ensino de filosofia, orientado por uma abordagem performativa, pode contribuir para a construção de experiências de humanização, autonomia e pertencimento, ampliando horizontes de possibilidade para os estudantes. Metodologicamente, a pesquisa assume uma perspectiva qualitativa ancorada na reflexão sobre a prática docente, articulando registros do cotidiano escolar, observação participante, oficinas filosóficas e interações dialógicas com os estudantes, o que permite compreender, a partir de dentro, os sentidos atribuídos às experiências escolares, ao mal-estar e às expectativas de acesso ao ensino superior. O referencial teórico mobiliza autores como Aristóteles, Hannah Arendt, Heidegger, Freud e Bauman, em diálogo com a pedagogia performativa, compreendida como uma abordagem que integra corpo, linguagem e ação, rompendo com práticas tradicionais e conteudistas. Ao longo da pesquisa, o mal-estar aparece como dimensão constitutiva da experiência escolar, frequentemente relacionado às pressões sociais, às incertezas sobre o futuro e às desigualdades que atravessam a vida dos estudantes, sendo compreendido não como algo a ser eliminado, mas como elemento que pode mobilizar reflexão crítica e produção de sentido. Por outro lado, a felicidade é entendida como horizonte ético e coletivo, vinculada à possibilidade de pertencimento, reconhecimento e construção de projetos de vida. Os resultados apontam que práticas pedagógicas que valorizam a escuta, a experiência e a participação dos estudantes contribuem para fortalecer o vínculo com a escola e ampliar suas perspectivas de continuidade dos estudos, ainda que persistam limites estruturais relacionados às desigualdades sociais. Assim, o trabalho contribui para o debate sobre o papel do Ensino Médio na democratização do acesso ao ensino superior, destacando a importância de práticas educativas que reconheçam as experiências juvenis e promovam processos formativos mais inclusivos, críticos e humanizadores.

Palabras clave:

ACESSO AO ENSINO SUPERIOR, ENSINO DE FILOSOFIA, TRAJETÓRIAS ESTUDANTIS, DESIGUALDADE

Autor

DAIANE SOCCAL (Universidade Federal de Santa Maria - UFSM)

Coautor

Dr. Marcelo De Andrade Pereira (Universidade Federal de Santa Maria - UFSM)

Materiales de la presentación