4–7 de agosto de 2026
Buenos Aires
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TRAJETÓRIA ACADÊMICA DE ESTUDANTES NEGRAS AFRICANAS NO BRASIL: DESAFIOS DE PERMANÊNCIA NA UNILAB

No programado
20m
Buenos Aires

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Estudiantes universitarios: participación política, experiencias y trayectorias académicas, inserción laboral

Descripción

O presente artigo propõe-se a discutir a trajetória de estudantes negros e africanos na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), com especial enfoque nos desafios enfrentados ao longo de sua formação e nas condições que influenciam sua permanência na instituição. A UNILAB foi criada com o intuito de fortalecer a integração entre os países de língua oficial portuguesa, promovendo a cooperação internacional, além de facilitar o acesso ao ensino superior a estudantes provenientes de diferentes contextos sociais, culturais e econômicos. A UNILAB destaca-se como a universidade com o maior número de estudantes africanos no Brasil, o que a torna um espaço singular de diversidade cultural e troca de experiências. Durante meus estudos nessa instituição de ensino superior, foi possível testemunhar diversos desafios acadêmicos, sociais e institucionais enfrentados por esses estudantes. Além disso, a trajetória dos estudantes internacionais é constantemente marcada por dificuldades relacionadas à adaptação cultural, às saudades da família, às barreiras linguísticas, bem como à presença do racismo estrutural e da xenofobia, fatores que impactam diretamente o desempenho acadêmico, o bem-estar emocional e a permanência desses estudantes na universidade. O Brasil é historicamente marcado por desigualdades raciais, e a universidade, por muito tempo, não foi pensada como um espaço acessível para populações negras. Nesse sentido, a UNILAB representa uma importante conquista, ao garantir um direito que foi negado durante décadas no ensino superior brasileiro. Ainda assim, é importante destacar que, mesmo para estudantes negros brasileiros, o acesso e a permanência na universidade sempre foram desafiadores; para estudantes africanos, sobretudo para as mulheres negras africanas, esses obstáculos são ainda mais intensos, uma vez que frequentemente são colocadas em posições de subalternidade e invisibilidade social. Apesar dessas dificuldades, a UNILAB também proporciona oportunidades significativas de interação cultural, permitindo o compartilhamento de saberes, vivências e identidades diversas, além de promover um ambiente de acolhimento e pertencimento. Trata de um trabalho de abordagem qualitativa, a partir de experiência própria. O trabalho apresenta relevância acadêmica e social ao buscar compreender como estudantes estrangeiros enfrentam os desafios no contexto universitário da UNILAB. Os resultados apontam para resistências relacionadas à permanência na universidade, evidenciando tanto as dificuldades enfrentadas quanto a importância do apoio de colegas, professores e familiares. Além disso, destacam-se os impactos do preconceito linguístico e das práticas xenofóbicas no cotidiano acadêmico. Em suma, torna-se fundamental que a universidade amplie e fortaleça suas políticas públicas, desenvolvendo estratégias mais eficazes de acolhimento, inclusão e permanência, especialmente voltadas às mulheres negras africanas que estudam longe de seus países de origem.

Palabras clave:

ESTUDANTES AFRICANAS, MULHERES NEGRAS, PERMANÊNCIA ESTUDANTIL.

Autor

Ianice Malak (Programa de pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Santa Maria)

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