Descripción
O avanço tecnológico, sobretudo nesta segunda década do século XXI, assim como a fragilidade dos recursos tecnológicos na educação, exposta pela pandemia de COVID-19, contribuiu para a recente incorporação da Inteligência Artificial Generativa como elemento constitutivo das Tecnologias Digitais, que têm intensificado transformações significativas nos processos educativos, sobretudo no ensino superior. Esse cenário impõe a docentes e instituições o desafio de (re) construir e adequar epistemologias, metodologias, currículos, políticas públicas e práticas pedagógicas, com atenção à mediação pedagógica em contextos formativos marcados pela ubiquidade, hibridização dos espaços e reconfiguração das seculares noções de ensino. Tais transformações tensionam o fazer docente e os processos de ensino e aprendizagem, evidenciando a transição de uma sociedade centrada na informação para ecossistemas educacionais orientados às diversas formas de produção de conhecimento em ambientes instáveis, acelerados e marcados por contínuas inovações tecnológicas. Nesse contexto, a Pedagogia Digital revela-se como uma possibilidade que se contrapõe à racionalidade instrumental e reprodutivista, ao propor a formação de sujeitos críticos capazes de compreender, problematizar e dialogar com a complexidade das sociedades contemporâneas nas relações entre humanos e não humanos. A presença crescente da Inteligência Artificial nos contextos universitários, sobretudo na formação inicial de professores, amplia tais desafios ao introduzir novas lógicas de automação, recomendação e tomada de decisão mediadas por algoritmos. Essa complexidade também abrange questões de autoria e ética no ensino e na pesquisa. Diante desse contexto, este estudo tem como objetivo analisar, do ponto de vista teórico, em que medida os frameworks de competências digitais docentes respondem às transformações introduzidas pelos ecossistemas algorítmicos e pela Inteligência Artificial Generativa na docência universitária, buscando subsidiar investigações empíricas futuras. Metodologicamente, caracteriza-se como um estudo exploratório-descritivo, de natureza qualitativa, por meio de uma revisão narrativa da literatura. Foram consultadas bases de dados como ERIC, SciELO Brasil e o Portal de Periódicos da CAPES, utilizando descritores controlados e combinados por operadores booleanos, tais como “Pedagogia Digital”, “Inteligência Artificial Generativa”, “frameworks”, “universidade” e “TDIC”. O referencial teórico apoia-se em produções referenciadas no Brasil e internacionalmente. Os resultados parciais apontam para a necessidade de aprofundar a compreensão da Pedagogia Digital como fundamento para a formação docente, articulando inovação pedagógica, ética e criticidade frente à integração da Inteligencia artificial generativa como recurso estratégico nos processos formativos do ensino superior, assim como reconhecem que os frameworks devem ser adequados à realidade na qual estão sendo inseridos, sendo compreendidos como interfaces que auxiliam no reconhecimento e no aprimoramento das competências digitais docentes.
Palabras clave:
PEDAGOGIA DIGITAL, INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA, ECOSSISTEMAS ALGORÍTMICOS, UNIVERSIDADE, TDIC