Descripción
O projeto de extensão Coletivo Fluir: territórios educativos intersetoriais de ações e políticas em defesa das crianças em contextos vulneráveis, desenvolvido na Universidade Federal de Santa Maria, emerge a partir da situação de calamidade pública ocasionada pelas enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul, que impactaram profundamente a vida de crianças, famílias e comunidades, evidenciando desigualdades sociais históricas e a necessidade de respostas coletivas que ultrapassassem ações emergenciais. Nesse contexto o Coletivo Fluir constitui-se como uma rede intersetorial formada por docentes, pesquisadores, profissionais e estudantes de graduação e pós-graduação de diferentes áreas do conhecimento, como educação, psicologia, saúde, arquitetura, tecnologias, artes entre outros, tendo como objetivo articular ações educativas e políticas voltadas à defesa das infâncias em situações de vulnerabilidade social. O projeto organiza suas ações por meio da constituição de Territórios Educativos Intersetoriais (TEI) que buscam transformar contextos educativos e comunitários em territórios de encontro, diálogos, escuta, formação e participação social, estruturando-se em três eixos principais: o TEI 1, voltado às relações entre crianças, famílias, escola e comunidade local; o TEI 2, direcionado à formação da comunidade escolar; e o TEI 3, relacionado à gestão educacional e às políticas públicas. A partir das experiências construídas nos territórios e da necessidade de expansão das ações. emerge também o Território Andarilho: Coletivo fluir em movimento, desenvolvido junto à comunidade como espaço itinerante de convivência, escuta e participação das crianças e de suas famílias, ampliando as possibilidades de atuação da universidade nos contextos sociais em que a vida cotidiana acontece. Metodologicamente o projeto fundamenta-se em processos dialógicos e participativos que reconhecem as infâncias como múltiplas e situadas, compreendendo os territórios como espaços de produção de saberes, experiências e práticas educativas, articulando de forma indissociável extensão, ensino e pesquisa. Entre os desdobramentos formativos destaca-se a criação de uma disciplina de pós-graduação vinculada às experiências do projeto, que possibilita a reflexão acadêmica sobre territórios educativos, políticas públicas e defesa das infâncias, fortalecendo a formação de pesquisadores e profissionais comprometidos com práticas intersetoriais, como resultados observa-se o fortalecimento de redes comunitárias, a ampliação do diálogo entre universidade e sociedade, a produção coletiva de conhecimentos e a consolidação da extensão universitária como espaço de construção de respostas sociais frente a contextos de crise, evidenciando a universidade pública como agente ativo na promoção de direitos, na defesa das infâncias e na construção de territórios educativos mais inclusivos, participativos e democráticos.
PALAVRAS-CHAVE: Infâncias, Extensão Universitária, Territórios Educativos Intersetoriais.
Palabras clave:
Infâncias, Extensão Universitária, Territórios Educativos Intersetoriais.