4–7 de agosto de 2026
Buenos Aires
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AS POLÍTICAS DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NO BRASIL: AVANÇOS E DESAFIOS DA CURRICULARIZAÇÃO

No programado
20m
Buenos Aires

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Universidad y vinculación con el territorio: agendas, políticas y actores

Descripción

A extensão universitária no decurso da história foi compreendida sob diversas perspectivas, transitando entre a difusão de saberes, práticas assistencialistas e campos de experimentação pedagógica. Contudo, no cenário contemporâneo, a extensão reafirma-se enquanto prática capaz de estabelecer uma relação entre universidade e sociedade. Sob essa perspectiva, a extensão não deve ser um mero ato de transferência de conhecimentos, mas um processo dialógico e transformador, no qual a produção do saber ocorre no encontro crítico entre a universidade e a realidade social. Nas últimas décadas, esse debate adquiriu centralidade nas políticas de Ensino Superior no Brasil, consolidando-se em marcos decisivos como o Plano Nacional de Educação (PNE 2014–2024), por meio da Lei nº 13.005/2014. A referida política estabeleceu as bases para a Meta 12.7, que culminou na Resolução nº 7/2018 do Conselho Nacional de Educação (CNE/CES), tornando obrigatória a destinação de, no mínimo, 10% da carga horária total dos cursos de graduação para atividades extensionistas. Essa regulamentação ultrapassa uma dimensão meramente burocrática ao retomar o princípio constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, disposto no artigo 207 da Constituição Federal do Brasil de 1988, reafirmando o papel estruturante dessas dimensões no âmbito da formação universitária e reposicionando a extensão como eixo formativo central. Assim, o presente texto tem como objetivo apresentar uma análise da evolução dessas políticas educacionais brasileiras voltadas à extensão universitária, investigando os marcos normativos que fundamentam sua integração aos currículos do Ensino Superior. A política de curricularização no Brasil configura-se como um movimento político e pedagógico que tensiona as estruturas universitárias tradicionais ao propor um novo modelo curricular, integrando a extensão. Essas políticas apontam para o fortalecimento da extensão enquanto dimensão constitutiva do Ensino Superior, ampliando o compromisso social das universidades públicas brasileiras. A análise dessas normativas evidenciam que, embora existam avanços significativos nas políticas públicas e na compreensão sobre o papel social da universidade, o processo é atravessado por tensões institucionais e pedagógicas. Portanto, o estudo das políticas de extensão torna-se fundamental para compreender como as Diretrizes Nacionais são necessárias a fim de realizar uma formação ética e socialmente referenciada. Conclui-se que a efetivação dessa política depende de um aprofundamento do debate teórico sobre a extensão como práxis, assegurando que sua inserção curricular transcenda o cumprimento formal de exigências legais e promova, de fato, a transformação social.

Palabras clave:

EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA, CURRICULARIZAÇÃO, POLÍTICAS EDUCACIONAIS.

Autores

Andriele Caroline Castro da Rosa (UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ (UNIOESTE)) Mateus Marchesan Pires (Universidade Estadual do Oeste do Paraná)

Materiales de la presentación