4–7 de agosto de 2026
Buenos Aires
America/Argentina/Buenos_Aires zona horaria

Aproximações e Afastamentos de Marcos Referencias para inserção de saberes em Tecnologias da Informação e Comunicação na Formação de Professores

No programado
20m
Buenos Aires

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Pedagogía, didáctica y curriculum: la investigación sobre la enseñanza y el aprendizaje en la universidad

Descripción

Os chamados Marcos Referenciais (por vezes encontrados também por Matrizes de Referência) são documentos que trazem orientações quanto ao desenvolvimento de saberes relacionados às Tecnologias da Informação e Comunicação durante os cursos de formação de professores. Tais marcos são documentos que sinalizam as demandas formativas referentes às Tecnologias da Informação e Comunicação para a formação de professores, sendo organizados a partir de campos teóricos que tratam de saberes, competências e habilidades digitais. Estes saberes serão tratados aqui como “saberes digitais docentes”, os quais representam conhecimentos técnicos e teóricos que o professor deve possuir, para a produção e realização das aulas, assim como para a manipulação dos recursos tecnológicos a seu dispor. Diante disso, este trabalho resulta de uma análise documental, cujo objetivo é apresentar uma síntese descritivo-analítica das orientações encontradas nos seguintes documentos: ISTE Educators, produzido pela International Society for Technology in Education; Digital Competence Framework for Educators (DigCompEdu), produzido na União Européia, Marco de competencias de los docentes en materia de TIC UNESCO, lançado pela UNESCO em nível global, Marco Orientador de Competencias Digitales Docentes, produzido no Chile, e o Referencial de Saberes Digitais Docentes, lançado pelo Ministério da Educação do Brasil, resultando em um quadro que sintetiza estas informações. Esta síntese analítica elucida informações sobre o conteúdo dos documentos, evidenciando a diversidade na forma de abordagem dos saberes digitais. Nota-se que alguns marcos são produzidos por órgãos não-governamentais, da esfera pública ou privada, associados ou não a iniciativas de governo, o que pode gerar reflexos na inserção deste tema em políticas de formação de professores, sejam elas em nível inicial ou continuada. Além disso, foi possível observar que a forma como os saberes são organizados é diversa, tratando por vezes da disposição de saberes por áreas, categorias, e níveis de progressão, não havendo padronização dessas formas de organização entre os diferentes documentos. Destaca-se ainda, a predominância do saber teórico em detrimento ao técnico nas propostas, demonstrando que nestes documentos, saber articular a mediação pedagógica com os recursos tecnológicos em aula tem mais importância que o domínio técnico-operacional dos recursos à disposição dos professores. A variedade conceitual observada nestes documentos demanda uma análise crítica na compreensão do conceito de saberes digitais docentes, ao definir estes conhecimentos ora como saberes, ora como competências, e ora como habilidades. Isso abre espaço para pensar se estes saberes são oriundos de uma prática composta de um conhecimento de um todo, que compõe um saber, ou se são habilidades específicas que podem ser dominadas ou não, na forma de uma competência. Por fim, observa-se que estes documentos se revelam instrumentos de grande poder no desenvolvimento de saberes digitais, visto que definem os saberes necessários aos docentes na área de Tecnologia da Informação e Comunicação, o que requer uma leitura crítica acerca do seu conteúdo.

Palabras clave:

SABERES DIGITAIS DOCENTES, MARCOS REFERENCIAIS, TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

Autor

Prof. Maria Eliza Rosa Gama (Universidade Federal de Santa Maria - UFSM)

Coautores

Sr. Leonardo Severo Soares (Universidade Federal de Santa Maria - UFSM) Sra. Shaiane Moro Soares (Universidade Federal de Santa Maria - UFSM)

Materiales de la presentación