Descripción
Este trabalho dedica-se a apresentar o percurso histórico que deu origem à curricularização da extensão universitária, no Brasil, sua implementação nestes anos iniciais bem como o processo que estabeleceu a curricularização da extensão em um curso de graduação de uma universidade pública do interior do país, composto majoritariamente por estudantes trabalhadores. Procura apresentar também as primeiras sínteses teóricas que podem ser elaboradas a partir dos resultados obtidos em seminários e encontros de avaliação. O objetivo principal é analisar a concepção de extensão universitária que sustenta o documento normativo do curso, à luz do que está proposto pelas legislações nacionais, considerando o estabelecido pelo I Encontro do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades públicas brasileiras, o Plano Nacional de Educação (2014-2024) e a Resolução n. 7/2018 do Conselho Nacional de Educação. Os suportes teóricos desta pesquisa são as produções bibliográficas já existentes, no Brasil, que se voltam às relações da universidade com seu entorno e, especialmente, que articulam o ensino e a formação acadêmica à extensão universitária. Ademais, metodologicamente, a pesquisa se desenvolve por meio de análise de documentos e toma como objeto o regulamento da extensão universitária do curso de graduação locus da investigação, elegendo, ainda, para coleta de dados e informações, materiais e documentos que atestam e revelam o atual estágio político da relação com a comunidade externa, bem como outros atos públicos voltados à curricularização da extensão desse curso, como é o caso dos seminários anuais de avaliação. Este trabalho busca, além disso, interpretar e explicar as concepções que sustentam as normas e as perspectivas pelas quais a curricularização da extensão tem sido efetivada na formação acadêmica, para que sejam exploradas as estratégias e as experiências de vínculo da universidade com outros espaços sociais, tanto no que se refere ao ensino quanto no que diz respeito à coprodução de conhecimento, à criação e à intervenção em espaços, organizações, instituições ou comunidades externas à universitária. Como resultados obtidos até o momento encontram-se as já consolidadas formas teóricas e os modelos práticos pelos quais o curso de formação, em questão, tem organizado a curricularização da extensão, cuja síntese pode ser descrita nos seguintes termos: amplo e intenso debate no interior do colegiado de curso, para elaboração da proposta, considerando o espaço social em que se materializa o curso de graduação e as condições sociais e políticas da atual geração de estudantes; redução do caráter espontaneísta na elaboração de propostas de extensão universitária; desenvolvimento de curiosidade científica e aceitação do trabalho coletivo por parte dos estudantes envolvidos nos projetos de longa duração bem como superação parcial de atitudes e práticas avessas à politização.
Palabras clave:
CURRICULARIZAÇÃO DA EXTENSÃO, FORMAÇÃO ACADÊMICA, ENTORNO SOCIAL, ESTUDANTES TRABALHADORES.