4–7 de agosto de 2026
Buenos Aires
America/Argentina/Buenos_Aires zona horaria

Experiências de formação em contexto de extensão universitária: Territórios de vivências e interações entre infâncias

No programado
20m
Buenos Aires

Buenos Aires

Universidad y vinculación con el territorio: agendas, políticas y actores

Descripción

O Coletivo Fluir é um coletivo de pessoas que se reúnem durante as catástrofes climáticas que afetaram o Estado do Rio Grande do Sul em maio de 2024, no Brasil. Um grupo de estudantes e professores da Universidade Federal de Santa Maria-UFSM começam a agir diretamente nos abrigos que recebiam famílias e crianças afetadas, pensando em minimizar as consequências desse acontecimento em suas vidas, e se constituí posteriormente como projeto de extensão. A partir de um olhar sensível e de uma proposta central em defesa das infâncias em contextos vulneráveis, propõe-se aqui fazer um recorte dos registros e reflexões sobre as práticas de extensão em escolas da Rede Municipal de Educação na cidade de Santa Maria/RS. Nesse sentido, alunas do Curso de Graduação de Pedagogia da UFSM passam a fazer parte deste Coletivo e a contribuir com as ações de extensão universitária. Nesse propósito de trabalho o grupo de pessoas (estudantes e professores) se reúnem para estudar, refletir e criar possibilidades de territórios de vivências e interações com/para as crianças - nesse momento, iremos evidenciar algumas das ações de planejamento e da execução das práticas e territórios na Escola Municipal de Educação Infantil Monte Bello, o que possibilitou uma aproximação com a realidade da instituição, considerando suas demandas, fragilidades e potencialidades. A partir dessa inserção, foram construídos territórios na escola, nos quais o subgrupo responsável pela atuação voltou seu olhar para as relações multi-idade que emergiram durante os encontros. Ao planejar as propostas, organizou-se intencionalmente momentos em que grupos de crianças de diferentes idades passavam a compartilhar o mesmo espaço comum da escola, como o refeitório, favorecendo encontros que anteriormente não faziam parte do cotidiano dessas crianças. Antes das intervenções, a rotina institucional, marcada por horários distintos de alimentação e uso dos espaços externos, limitava a convivência entre os grupos, fazendo com que bebês, crianças bem pequenas e crianças pequenas permanecessem em seus próprios ambientes e/ou salas referências, com pouca ou nenhuma interação entre si. Inicialmente, o receio em relação a essas interações era frequentemente relatado pela equipe da escola, que demonstrava insegurança em permitir que as crianças permanecessem sob e junto as práticas das voluntárias e bolsistas do projeto, especialmente diante de possíveis riscos envolvendo os bebês. A partir da escuta das demandas da equipe, as ações passaram a enfatizar as relações multi-idade, que, ao longo dos encontros, revelaram-se potentes para o desenvolvimento dos bebês e crianças. As crianças maiores passaram a assumir posturas de cuidado e interação em relação aos bebês e às crianças bem pequenas, inclusive expressando verbalmente essa responsabilidade diante dos adultos. Paralelamente, os bebês passaram a observar atentamente os comportamentos dos mais velhos, reproduzindo ações e interagindo por meio do brincar. A riqueza dessas experiências evidenciam o quanto os encontros podem se tornar mais potentes quando as crianças têm a possibilidade de ocupar os espaços como protagonistas de seus próprios processos de desenvolvimento e também de seus pares construindo relações significativas, explorando o ambiente e participando de experiências que respeitam seus tempos, e interesses próprios

Palabras clave:

EXTENSÃO, TERRITÓRIO , INFÂNCIA

Autores

Materiales de la presentación