4–7 de agosto de 2026
Buenos Aires
America/Argentina/Buenos_Aires zona horaria

A IMPORTÂNCIA DA EXTENSÃO NA FORMAÇÃO DO(A) PEDAGOGO(A): COLETIVO FLUIR E ESTÁGIO SUPERVISIONADO I - EDUCAÇÃO INFANTIL

No programado
20m
Buenos Aires

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Universidad y vinculación con el territorio: agendas, políticas y actores

Descripción

A disciplina de Estágio Supervisionado I: Educação Infantil tem como objetivo principal a inserção dos discentes nos contextos escolares, possibilitando a construção de reflexões críticas sobre a prática pedagógica e a produção de saberes que contribuam para a qualidade da educação básica. Buscando potencializar esse processo de imersão, algumas alunas do Curso de Pedagogia, matriculadas na referida disciplina, além de realizarem as observações sistemáticas em sala de aula, foram convidadas pela docente a integrar o Coletivo Fluir. Este projeto de extensão da UFSM é voltado à promoção e defesa da infância, atuando em diversas frentes sociais e educativas. Entre as ações de extensão do grupo estão a formação continuada de profissionais da educação, o aprofundamento teórico sobre as infâncias contemporâneas e a realização de intervenções diretas em contextos escolares com crianças em situação de vulnerabilidade. O projeto busca, sobretudo, contribuir para políticas públicas que assegurem os direitos fundamentais das crianças, com destaque para a valorização do brincar como eixo estruturante do aprendizado e do desenvolvimento integral. Nesse processo, as alunas participaram ativamente das reuniões de planejamento das intervenções na EMEI Monte Bello. Essa inserção prévia permitiu compreender, de forma mais densa e sensível, a realidade e o contexto daquela escola, conhecendo os sujeitos que compõem o cotidiano escolar e buscando identificar suas dores, anseios e potencialidades. Essa aproximação orgânica possibilitou uma participação efetiva na articulação do planejamento, contribuindo para a construção dos Territórios Educativos Intersetoriais, pensados a partir das demandas emergentes da instituição. A proposta central era fortalecer o senso de pertencimento entre todos os membros da comunidade escolar, que se encontravam fragilizados em virtude do contexto sociopolítico e institucional. Ao longo de cinco encontros quinzenais, foram construídos concomitantemente dois Territórios: um voltado especificamente às crianças e outro direcionado à equipe pedagógica e colaboradores. No espaço das crianças, organizaram-se quatro áreas temáticas que, embora distintas em suas propostas sensoriais e lúdicas, integravam-se em narrativas coletivas, promovendo experiências significativas e compartilhadas. Durante as ações na escola, emergiram reflexões vitais sobre a necessidade de flexibilizar rotinas rígidas que, por vezes, engessam a autonomia infantil. Discutiu-se a urgência de acolher todos os envolvidos no ambiente escolar e de repensar o papel da ludicidade na prática docente. Além disso, a experiência permitiu (re)significar a função do pedagogo e dos estagiários — muitos deles estudantes do curso — na curadoria de espaços e na mediação qualificada das interações. Como resultado, essa vivência revelou-se profundamente enriquecedora para a constituição da identidade docente das discentes. O diálogo estabelecido entre a universidade e a escola básica mostrou-se o caminho fundamental para a construção de práticas pedagógicas mais sensíveis, éticas e coerentes com as demandas reais do chão da escola. A união entre ensino, pesquisa e extensão consolidou-se, portanto, como uma ferramenta potente para transformar a observação passiva em uma práxis transformadora e comprometida com a justiça social na infância.

Palabras clave:

EXTENSÃO, EDUCAÇÃO INFANTIL,

Autores

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