Descripción
A universidade tem sido convocada a dialogar com suas comunidades locais, regionais, para ampliação dos modos de produção, circulação e compartilhamento do conhecimento. Nesse cenário, a extensão universitária assume papel importante ao possibilitar a construção coletiva de experiências formativas que articulam ensino, pesquisa e atuação social, produzindo espaços de encontro entre universidade e comunidades. É nesse movimento que se insere o Coletivo Fluir: Territórios Educativos Intersetoriais de Ações e Políticas em Defesa das Infâncias em Contextos Vulneráveis, projeto vinculado à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o qual se constitui como espaço de articulação entre universidade, escolas, famílias, comunidade escolar e gestão escolar, problematização as políticas públicas e práticas que atravessam a produção das infâncias. O projeto incialmente organizava suas ações por meio de três Territórios Educativos Intersetoriais (TEI): TEI 1 – Crianças, famílias, escola e comunidade; TEI 2 – Formação da comunidade escolar; e TEI 3 – Gestão educacional e políticas públicas, em escolas públicas da rede municipal de Santa Maria. No entanto, a partir das experiências desenvolvidas nas escolas, surge a demanda de ampliar as formas de diálogo entre universidade e a comunidade, após reuniões de planejamento e discussão surge o TEI Andarilho: Coletivo Fluir em Movimento, que busca atender demandas de formação que surgem da comunidade educativa.
A proposta do TEI Andarilho é deslocar as ações formativas para diferentes espaços e contextos, ampliando as possibilidades de encontro entre universidade, redes de ensino e comunidade. Assim, caracteriza-se por sua mobilidade e pela capacidade de produzir espaços de reflexão que conectam formação acadêmica, práticas pedagógicas, operando como dispositivo de circulação de saberes e de produção coletiva de conhecimento em diálogo com instituições educativas e outros espaços socioculturais. Em sua primeira ação, o TEI Andarilho ocupou-se do Jardim Botânico da UFSM, reunindo professores e gestores de três municípios da região central do estado do Rio Grande do Sul para uma formação voltada à discussão sobre currículo e Educação Infantil. Ao deslocar o encontro para um espaço de natureza a proposta buscou tensionar modos de formação docente, convidando os participantes a refletirem sobre o currículo para além das prescrições formais, compreendendo-o como algo que se produz nas relações entre crianças, educadores, territórios e experiências vividas. O Jardim Botânico tornou-se, assim, um território formativo de produção de um currículo vivo, construído nas interações, nas caminhadas, nas conversas e nas experiências compartilhadas, processo que iniciou dias antes por meio de disparadores enviados em grupo de WhatsApp, articulando estratégias presenciais e digitais. Ao articular encontros presenciais e virtuais, o TEI Andarilho evidencia a potência da extensão universitária como espaço de intercâmbio entre produção acadêmica e saberes pedagógicos, contribuindo para a formação inicial e continuada de educadores, para a construção de redes colaborativas entre universidade e territórios educativos. Nesse sentido, o esse trabalho buscou apresentar como essa experiência tem produzido reconfigurações nas trajetórias de formação e na circulação do conhecimento entre universidade e comunidade escolar, reafirmando a extensão universitária como campo estratégico para a produção de conhecimento comprometido com a defesa das infâncias
Palabras clave:
EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA, FORMAÇÃO DOCENTE, TERRITÓRIOS EDUCATIVOS, INFÂNCIAS